Dossiê: O Caso Areia Grande
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Dossiê: O Caso Areia Grande
A tentativa de expulsão
A retomada
Antecedente: O Escândalo da Mandioca
O papel da empresa Agroindustrial Camaragibe S.A.
A dívida deixaa pela Agroindustrial Camaragibe S.A.
A “transação” de terras no século XXI
A “Imissão de Posse”
(Des)Enlaces da Trama Conflitiva
Enfim, a discriminação das Terras Públicas Devolutas...
Manobras e Descaminhos Processuais
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Grileiros ameaçam comunidades tradicionais de agricultores no semi-árido da Bahia e o seu modo de exploração sustentável da caatinga


336 famílias de quatro comunidades do município baiano de Casa Nova, Bahia, vivem numa área de uso coletivo chamado de Areia Grande, à beira da lagoa de Sobradinho. Desenvolveram alí um modo sustentável de uso da caatinga, com mais de 13 mil cabeças de caprinos e ovinos e uma produção anual de 30 toneladas de mel, complementada, no período chuvoso, por plantações de mandioca e outros gêneros alimentícios de consumo familiar.

Mas estes comunidades de fundos de pasto estão sendo novamente alvo da ação truculenta e violenta de grileiros, com ramificações até o Estado de Espírito Santo e a conivência do juíz local, que emitiu sentença que obrigaria os camponeses a deixarem as suas terras. Terras que eles e seus antepassados habitam há mais de 120 anos, distribuídos pelas comunidades Melancia, Jurema, Salina da Brinca e Riacho Grande. No dia 06 de março de 2008, a região do Lago do Sobradinho reviveu situação de terror que remete a características do regime militar, quando projetos econômicos se impunham segundo acoplamento de interesses do capital à ideologia da segurança nacional. Um dos resultados mais calamitosos de tal junção foi a militarização da questão agrária.